MPCE lança campanha contra uso de cigarros eletrônicos no Dia Nacional de Combate ao Fumo

MPCE lança campanha contra uso de cigarros eletrônicos no Dia Nacional de Combate ao Fumo

Em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Fumo, o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), por meio do Centro de Apoio Operacional da Saúde (Caosaúde), promoveu nesta segunda-feira (29/08), às 14h, o lançamento da campanha “Cigarros Eletrônicos: Não troque um vício por outro”. Na ocasião, foi assinado um Termo de Cooperação, que tem como finalidade intensificar o cumprimento da Lei nº 14.436, de 25 de agosto de 2009, que proíbe o consumo de cigarros eletrônicos em ambientes privados e públicos. O evento aconteceu em formato híbrido, na sede da Procuradoria Geral de Justiça (PGJ), com transmissão pelo canal do MPCE no Youtube.  

Assinaram o documento de cooperação o procurador-geral de Justiça, Manuel Pinheiro; a coordenadora do Caosaúde, promotora de Justiça Karine Leopércio; o coordenador auxiliar do Centro de Apoio Operacional da Educação (Caoeduc), promotor de Justiça Jucelino Soares; o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus), Dimas Barreira; o vice-presidente da Empresa de Transporte Urbano (Etufor), Raimundo Neto; e a diretora da empresa de turismo Visite Ceará, Suemy Vasconcelos. 

O procurador-geral de Justiça, Manuel Pinheiro, comparou o uso dos “vapes”, como são conhecidos os cigarros eletrônicos, ao uso dos produtos em seu formato tradicional. “A utilização do dispositivo eletrônico causa um mal para sociedade tão grande quanto o uso do cigarro convencional. De forma maquiada, o cigarro eletrônico vem conquistando mais adeptos e pondo em risco a saúde principalmente da população infanto-juvenil”, explicou.  

“Temos o desafio de envolver mais órgãos públicos e entidades nessa tarefa importante de divulgar o maleficio desse produto. Precisamos ter conhecimento da ciência para embasar nossas decisões e pedidos ao Poder Judiciário”, concluiu o procurador-geral de Justiça. 

Debate  

O objetivo do encontro foi debater com representantes de diversos setores da sociedade sobre o aumento do consumo de cigarros eletrônicos e similares entre a população infanto-juvenil. Em sua fala de abertura, a coordenadora do Caosaúde, promotora de Justiça Karine Leopércio, demostrou preocupação com a disseminação dos dispositivos. “Os cigarros eletrônicos têm propagandas proibidas desde 2009 e há estudos que comprovam o malefício desses produtos. Logo, isso pode se tornar um grande problema de saúde pública”, afirmou.  

Para Suemy Vasconcelos, os cigarros eletrônicos são um problema para toda a sociedade. Já Raimundo Neto, da Etufor, pontuou que o consumo não deve se expandir entre os jovens. Dimas Barreira, representando o Sindiônibus, afirmou que a sociedade já venceu os usos do cigarro convencional nos espaços coletivos. “Agora queremos vencer o uso do cigarro eletrônico”, destacou. 

Palestras 

O segundo momento do evento contou com palestras de profissionais da área da saúde sobre os maléficos do cigarro eletrônico. A coordenadora do programa de controle do tabagismo do Hospital da Messejana, Penha Uchoa, considerou que a população mais jovem pode ser atraída para o consumo do produto em razão do design, cores, facilidade de acesso e boatos em relação aos malefícios. “O cigarro eletrônico, em termos de nicotina, pode ter concentração maior que o cigarro convencional. Cerca de 7% da população brasileira usam esse tipo de produto. Desses, 20% são jovens de 18 a 21 anos”, explicou a médica pneumologista.  

Para a diretora técnica do Hospital de Saúde Mental Professor Frota Pinto, Nayana Holanda, o dispositivo eletrônico não pode ser uma alternativa para quem deseja parar de usar o produto convencional. “O cigarro eletrônico não é um redutor de danos para quem usa o cigarro convencional. A sensação de prazer pode mascarar transtornos depressivos e ansioso”, alertou.  

A diretora jurídica da Aliança de Controle ao Tabagismo (ACT) Promoção da Saúde, Adriana Carvalho, informou sobre a regulação de cigarros eletrônicos no Brasil, tendo como base a resolução RDC 46/2009, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).  “O cigarro eletrônico é uma ameaça a todos os avanços que o Brasil tem para tabagismo”, esclarece.  

Também participaram do evento o promotor de justiça e diretor-geral da Escola Superior do MPCE (ESMP), Eneas Romero de Vasconcelos; a promotor de justiça Ana Beatriz Pereira de Oliveira e Lima, representando o secretário-executivo do Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon), Hugo Xerez; o coordenador de Redes de Atenção Primária e Psicossocial, Erlemus Pontes Soares; o presidente da Sociedade Cearense de Pneumologia e Tisiologia, Ricardo Coelho Reis; e o presidente da Associação Médica Cearense, José Aurillo Rocha. 

ascom

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