No Dia do Acolhimento Familiar, MPCE comemora resultados do projeto “Minha Cidade, Meu Abrigo”

No Dia do Acolhimento Familiar, MPCE comemora resultados do projeto “Minha Cidade, Meu Abrigo”

Em celebração ao Dia Mundial do Acolhimento Familiar, comemorado na última quarta-feira (31/05), o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), por meio do Centro Operacional da Infância e Juventude (Caopij), destaca a atuação do “Projeto Minha Cidade, Meu Abrigo”, que fomenta políticas públicas relacionadas ao acolhimento familiar nos municípios. Desde o ano passado, quando foi iniciada a segunda etapa do projeto, as cidades de Croatá, Independência e Pedra Branca aprovaram lei para implementação do serviço de Família Acolhedora e de Guarda Subsidiada. 

Além disso, também foi criado o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora Regionalizado, executado pela Secretaria da Proteção Social, Justiça, Cidadania, Mulheres e Direitos Humanos do Estado (SPS), e com sede em Guaramiranga. A unidade também atende os municípios de Aratuba, Mulungu e Palmácia. 

Acolhimento familiar 

O acolhimento familiar está previsto no art. 90, III, do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e busca proporcionar vínculos afetivos às pessoas com menos de 18 anos em situação de vulnerabilidade social. A criança ou adolescente é conduzido a uma família extensa ou ampliada, em que os parentes próximos conseguem a guarda subsidiada, ou a uma família previamente cadastrada e capacitada para realizar o acolhimento, também conhecida como família acolhedora. 

De acordo com o “Caderno de Orientações Técnicas: Serviços de Acolhimento para Crianças e Adolescentes”, esse serviço deve atuar de forma integrada com outros equipamentos da rede socioassistencial e do Sistema de Garantia de Direitos. Desta forma, a organização da rede local do serviço de acolhimento deverá garantir que toda criança ou adolescente beneficiado receba apoio de políticas públicas que garantam o seu bem-estar físico e mental. 

A modalidade de acolhimento familiar é considerada medida de proteção preferencial ao acolhimento institucional, uma vez que mantém a rotina de convivência familiar do acolhido. Além disso, é um ambiente propício para a formação de vínculos afetivos, que desempenham profunda importância no desenvolvimento biopsicossocial de crianças e adolescentes, especialmente na primeira infância. 

Vale ressaltar que a permanência prolongada em ambiente institucionalizado, como em abrigo ou casa lar, pode trazer atrasos e prejuízos no desenvolvimento infantil, em virtude de uma estimulação deficiente e da ausência na formação de vínculos significativos com pessoas de referência. 

ascom

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