Na véspera do aniversário de 20 anos de criação da Lei Maria da Penha, o Ministério Público do Ceará, por meio do Núcleo Estadual de Gênero Pró-Mulher (Nuprom), lançou, na manhã desta quinta-feira (06/08), o projeto “Educar para Prevenir” no município de Aquiraz. A iniciativa foi apresentada pela coordenadora do Nuprom, promotora de Justiça Valeska Catunda, na Casa do Saber Justiniano de Serpa. O evento reuniu representantes da sociedade civil, Prefeitura e secretarias de Aquiraz, além de profissionais da rede de ensino e de proteção à criança e ao adolescente do município.
Com o lançamento do projeto, as escolas públicas de Aquiraz irão receber palestras do Nuprom sobre a importância do enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher, buscando promover reflexões entre os alunos de 13 a 17 anos, faixa etária alvo da iniciativa. “Queremos trabalhar a conscientização sobre o tema dentro do ambiente escolar para que, assim, possamos formar cidadãos engajados na luta pelo fim de todas as formas de violência contra a mulher”, frisou a coordenadora do Nuprom, promotora de Justiça Valeska Catunda, ressaltando que todas as turmas das escolas públicas do município que possuem estudantes dentro do público-alvo do projeto serão contempladas com as ações.
“Certamente o ‘Educar para Prevenir’ levará novos conhecimentos de mundo aos nossos adolescentes sobre patriarcado e machismo e suas influências na nossa sociedade. Acredito que, ao levar projetos como esse para as escolas, o Ministério Público vai proporcionar boas reflexões e transformações na vida desses jovens”, reforçou a promotora de Justiça Cibelle Nunes, que responde pela 3ª Promotoria de Justiça de Aquiraz.
Ao longo do mês de agosto, quatro palestras já estão previstas para ocorrer em instituições de ensino sediadas no município. É o caso da escola municipal Maria de Castro Bernardo, que receberá o projeto no próximo dia 17. “Fiquei muito feliz quando soube que nossa escola iria ser uma das primeiras a receber as palestras. Acho que a discussão é super pertinente, ainda mais nessa faixa etária que vai dos 13 aos 17 anos. Tenho certeza de que, com o apoio do Ministério Público, vamos contribuir para que nossos alunos se tornem cidadãos que respeitem todas as pessoas do jeito que elas são”, salientou a diretora da instituição, Diana Cardoso.