MPCE/Gaeco deflagra 3ª fase de operação para investigar suspeita de irregularidades em contratos de obras públicas na Prefeitura de Sobral

MPCE/Gaeco deflagra 3ª fase de operação para investigar suspeita de irregularidades em contratos de obras públicas na Prefeitura de Sobral

O Ministério Público do Ceará, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) Norte, deflagrou, nesta sexta-feira (25/09), a terceira fase da operação “Closed Faucet”, que investiga possíveis irregularidades em licitações e contratos de obras públicas firmados com o Município de Sobral entre 2018 e 2022 e com vigência até 2026. Agentes públicos e privados são alvos desta etapa.

Na ação, foram aprendidos documentos e aparelhos eletrônicos em seis locais ligados à estrutura municipal, como a sede da Prefeitura, a Procuradoria Geral do Município e as Secretarias da Infraestrutura, da Educação, das Finanças e de Planejamento e Gestão. As investigações apuram a suspeita de crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, peculato, corrupção passiva e ativa, falsidade ideológica, fraude em licitações e contratos e crime contra a ordem tributária.

O mandado de busca e apreensão foi expedido pela 2ª Vara Cível da Comarca de Sobral. A operação busca recolher processos de licitação, contratos, aditivos, medições de obras e registros de pagamento físicos e digitais relacionados a uma construtora investigada.

A ação contou com a participação de promotores de Justiça e de policiais do setor de Inteligência do Gaeco Norte, membros de outras unidades do MP e agentes da Polícia Civil. As investigações prosseguem em segredo de justiça. O nome da operação faz referência à “torneira fechada”, em alusão à interrupção das supostas movimentações financeiras irregulares.

Fases anteriores

A primeira etapa da operação foi deflagrada em 31 de março de 2026, quando quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos na Câmara Municipal de Sobral e em residências e empresas localizadas na cidade e em Acaraú, tendo como alvos agentes públicos e empresários.

Em 28 de maio de 2026, foi deflagrada a segunda fase da operação, tendo como alvos agentes públicos e privados envolvidos em possíveis fraudes em processos de licitações e contratos entre a Prefeitura e uma empresa de engenharia e obras. Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão nas residências dos investigados e em uma empresa.

Investigação
Conjunto de atos para descobrir a verdade.

Organização criminosa
Grupo estruturado para cometer crimes.

Peculato
Crime cometido por funcionário público que se apropria de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio. A pena prevista para é de dois a 12 anos de prisão e multa.

Busca e Apreensão
Ordem judicial para procurar e recolher objetos, documentos ou pessoas.