MP do Ceará capacitará árbitros e colaboradores da Federação Cearense de Futebol para prevenir e combater violência contra mulher

MP do Ceará capacitará árbitros e colaboradores da Federação Cearense de Futebol para prevenir e combater violência contra mulher

O Ministério Público do Ceará firmou parceria com a Federação Cearense de Futebol (FCF) para capacitar, no mês de setembro, colaboradores da entidade sobre o cumprimento do Protocolo “Não é Não”, que busca prevenir e combater a violência e a importunação sexual contra a mulher em espaços de lazer e entretenimento. Durante o encontro, realizado nessa segunda-feira (03/08), na sede das Promotorias de Justiça de Fortaleza, também ficou definido que em novembro será a vez de aproximadamente 100 árbitros que prestam serviço à federação serem capacitados.

A reunião foi conduzida pelo coordenador do Núcleo do Desporto e Defesa do Torcedor (Nudetor) do MP do Ceará, promotor de Justiça Wander Timbó, e ainda contou com a presença da coordenadora do Núcleo Estadual de Gênero Pró-Mulher (Nuprom), promotora de Justiça Valeska Catunda; do membro integrante do Nudetor, promotor de Justiça Déric Funck; e do presidente da FCF, Mauro Carmélio.

“A parceria com a FCF representa um importante avanço na construção de ambientes esportivos cada vez mais seguros e respeitosos para as mulheres. O papel do Nudetor é justamente de promover esse diálogo e as capacitações previstas para dirigentes, colaboradores e árbitros reforçam esse nosso compromisso. Quando unimos esforços, ampliamos o alcance das ações”, ressalta o coordenador do Nudetor, promotor de Justiça Wander Timbó.

A coordenadora do Nuprom, promotora de Justiça Valeska Catunda, reforça que a capacitação busca desenvolver competências nos participantes para que façam o acolhimento adequado, definido pela Lei Federal nº 14.786/23, e o adequado encaminhamento das vítimas à rede de apoio e proteção, quando for o caso. “Levar esse conhecimento para a adoção do Protocolo “Não é Não” ao ambiente esportivo é um passo fundamental para fortalecer o respeito às mulheres e assegurar que todos os espaços relacionados ao futebol sejam cada vez mais seguros para o público feminino “, acrescenta.