Debate sobre desenvolvimento urbano da capital e exposição sobre evolução do MP na cidade abrem atividades do aniversário

Debate sobre desenvolvimento urbano da capital e exposição sobre evolução do MP na cidade abrem atividades do aniversário

Como tornar Fortaleza mais inclusiva e sustentável? Foi a partir dessa reflexão que o Ministério Público do Ceará realizou, nesta quarta-feira (08/04), o evento “300 anos de Fortaleza: desenvolvimento e contradições”, no auditório da Procuradoria Geral de Justiça, em Fortaleza. O momento reuniu integrantes do MP, além de professores universitários e estudantes, para debater a trajetória de crescimento urbano da capital cearense e as diferenças entre a cidade projetada e a construída. A programação contou ainda com lançamento de exposição e de livros.

A corregedora-geral do MP, procuradora de Justiça Maria Neves Feitosa, representando o procurador-geral de Justiça, Herbet Santos, destacou a necessidade dos membros se apropriarem das reflexões. “É um momento para revisitar nossa história e pensar coletivamente no futuro da cidade. Parabenizo o Ministério Público por idealizar esse espaço de discussão sobre como fiscalizar e cooperar para a construção de uma cidade melhor para os seus habitantes”, disse.

O evento marca uma série de comemorações do MP pelos 300 anos da capital e foi uma iniciativa do Memorial do Ministério Público, da Universidade Federal do Ceará (UFC), e do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), com o apoio da Escola Superior do MP (ESMP). “Nosso maior desafio é conseguir conceder mais oportunidades e igualdade aos moradores na capital cearense. As pessoas precisam viver as múltiplas dimensões da vida, como ter oportunidade de trabalho e de estudo, mas também é preciso garantir espaços públicos como praças e parques de lazer, calçadas acessíveis para que possam se locomover e criar vínculos na região onde moram”, pontuou diretor-geral da ESMP, promotor de Justiça Eneas Romero.

A coordenadora do Memorial do MP do Ceará, procuradora de Justiça Sheila Pitombeira, ressaltou a participação popular na construção da cidade. “Uma cidade não se faz só com prefeito, vereadores, deputados, mas também com as pessoas. Existem muitas e diversas maneiras de percebermos a cidade e nos indignarmos com algumas construções, serviços públicos prestados, e entender que há sempre um lugar de debates”, frisou.

Palestra
No evento, houve ainda a palestra “Planos e arcabouço legal x realidade urbana: a retórica distante da prática”, ministrada pela professora emérita da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP), Ermínia Maricato, reconhecida por lutar pela reforma urbana no Brasil e por participar da criação do Ministério das Cidades.

“Temos uma desigualdade territorial urbana imensa que atinge fortemente a questão da moradia, da mobilidade e do meio ambiente. Não faltam leis nem planos. Vivemos uma regressão do ponto de vista da justiça social e da sustentabilidade ambiental. Infelizmente a realidade é atrasada e esse atraso é persistente. Andando por Fortaleza é fácil observar o quanto a cidade ainda é desigual e corre longe da legislação. É preciso que o estado brasileiro mergulhe mais na realidade urbana. É preciso superar o analfabetismo urbanístico”, pontuou.

Lançamentos
O público também conferiu a abertura da exposição “Fortaleza: a atuação do MP nos 300 anos da capital do Ceará”, em cartaz no Espaço Cultural da Procuradoria Geral de Justiça. A mostra reúne documentos, imagens e objetos que retratam a formação da cidade de Fortaleza destacando o papel do Ministério Público do Ceará na defesa dos interesses coletivos ao longo do tempo. A exposição é aberta ao público e pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 16h30.

Também foi lançado o livro “Fortaleza Amada”, da Editora Universidade Federal do Ceará (UFC); e apresentado o livro “Frei Tito em nome da memória” pelo Museu do Ceará.

maria.amelia

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