Abertura oficial da Correição Nacional no MP do Ceará reúne membros em evento híbrido

Abertura oficial da Correição Nacional no MP do Ceará reúne membros em evento híbrido

Foi realizada nesta terça-feira (02/09) a abertura oficial da correição ordinária da Corregedoria Nacional do Ministério Público no MP do Ceará. A solenidade aconteceu na sede Procuradoria Geral de Justiça, em Fortaleza, com a presença do procurador-geral de Justiça, Haley Carvalho, do corregedor nacional do MP, conselheiro Ângelo Fabiano Farias, de autoridades e membros do Ministério Público, que também puderam acompanhar o evento de forma virtual. As correições têm como foco a promoção de Direitos Fundamentais, especialmente nas áreas de enfrentamento à violência contra a mulher, proteção da infância e juventude e a priorização da primeira infância.

Iniciadas em 25 de agosto, as correições prosseguem até 5 de setembro, na capital e no interior. No total, serão correicionadas 92 unidades do MP do Ceará, incluindo núcleos e centros de apoio, de forma presencial e virtual. Após as correições, os membros auxiliares da Corregedoria Nacional elaborarão relatórios individuais das unidades inspecionadas. Posteriormente, será produzido um relatório que será submetido à apreciação do Plenário do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).



Na solenidade, o pgj Haley Carvalho destacou que, no início de 2025, em conjunto com os Núcleos Especiais e os Centros de Apoio Operacional foram definidos dois temas como prioridade para a atuação neste ano: primeira infância e vítimas de violência. “Essa escolha não é uma coincidência com a temática desta correição, mas uma resposta a necessidades sociais urgentes, sem deixarmos de lado qualquer esforço em relação às demais áreas da instituição”, ressaltou.



Nesse contexto, Haley Carvalho citou o Projeto Pequenos Passos, lançado em fevereiro com foco na proteção às crianças de zero a seis anos; o Caminhos da Inclusão, que capacitará professores e gestores no atendimento educacional especializado (AEE) de alunos atípicos; e o Núcleo de Acolhimento às Vítimas de Violência (Nuavv), referência nacional na temática e que nesta semana inaugurou uma unidade descentralizada na Região Norte, em Sobral. “Que esta correição seja mais uma oportunidade de evolução, de fortalecimento institucional e de reafirmação do nosso compromisso com a sociedade. Que seja mais um momento de diálogo franco, escuta atenta e compromisso renovado para um MP mais forte, eficiente e presente”, completou.

Segundo o corregedor nacional, Ângelo Fabiano Farias, a atuação da Corregedoria é equilibrada, firme, responsável e justa. “Defendemos a independência funcional, a proteção da instituição, o fortalecimento da atuação dos membros e o diálogo com a sociedade”, pontuou. Na atual gestão, 6.698 órgãos do MP brasileiro já foram correicionados, e o Ceará é o 21º estado a passar pelo processo.

Na temática do ciclo de correições, Ângelo Fabiano motivou os membros a cobrarem do Estado e dos Municípios, por meio da instauração de procedimentos, medidas que garantam o andamento de obras em instituições de ensino, a efetivação do serviço de Família Acolhedora, a melhoria da estrutura física e de recursos humanos nas delegacias, o acompanhamento de vagas em creches e escolas e a firme aplicação de medidas para garantir a defesa da mulher em situação de violência doméstica e familiar, entre outras ações.

Para a procuradora de Justiça Maria Neves Feitosa, corregedora-geral do MP do Ceará, o momento é também de valorizar a escuta, a reflexão, as boas práticas e o aprimoramento constante. “A grandeza de qualquer instituição nasce da soma de esforços, da união e da cooperação. Essa, portanto, é sobretudo uma oportunidade de aperfeiçoamento, diálogo e fortalecimento institucional. É motivo de honra o Ministério Público cearense acolher essa correição nacional, que se realiza sob a promoção dos Direitos Humanos Fundamentais”, relatou a procuradora de Justiça.

O conselheiro nacional Edílio Magalhães destacou que, nesse processo, a corregedoria deve ter olhar e escuta humanizados, inclusive para além da instituição. “A Corregedoria Nacional tem adotado a postura de ouvir os promotores, as promotoras e, mais do que isso, ouvir quem está fora da instituição, evitando que tenhamos um fechamento de compreensão que não nos leva a um padrão necessário de evolução. Para crescer e ter uma correlação real do que se espera de nós, precisamos ouvir também a sociedade”, afirmou.

A presidente da Associação Cearense do Ministério Público (ACMP), Ana Vládia Gadelha, informou que lidar com a complexidade e diversidade de cenários familiares faz do membro do MP uma peça fundamental na garantia da cidadania e dos direitos fundamentais. “Essa é uma missão revestida de elevada responsabilidade funcional, pessoal e moral. Somos coadjuvantes de histórias reais de combate e redenção, de inúmeros personagens: mulheres, crianças, idosos, adolescentes, pessoas com deficiência, população LGBTQIA+ e grupos marginalizados impedidos de exercer a cidadania”, citou. 



Presenças



Também compuseram a mesa de abertura a desembargadora Vanja Fontenele, representando o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, desembargador Heráclito Vieira; a ouvidora-geral da instituição, procuradora de Justiça Loraine Jacob Molina; a procuradora-chefe da Procuradoria Regional do Trabalho da 7ª Região, Geórgia Aragão; o chefe de gabinete da Corregedoria Nacional do MP, procurador regional do Trabalho Maurício Coentro; o coordenador-geral da Corregedoria Nacional do MP, promotor de Justiça José Augusto Peres Filho; a coordenadora de Correições e Inspeções da Corregedoria Nacional do MP, promotora de Justiça Karina Soares; e a presidente da Comissão da Mulher Advogada da Ordem dos Advogados do Brasil – Secção Ceará, Eliene Bezerra, representando a presidente da OAB no estado, Christiane Leitão.
 
Ciclo de Debates



Também nesta terça-feira aconteceu na PGJ o “Ciclo de Debates em Direitos Fundamentais”, promovido pela Corregedoria Nacional do MP e pela Unidade de Capacitação do CNMP. Os temas discutidos foram violência doméstica contra mulheres e a atuação do MP na promoção da educação infantil. A atividade foi restrita aos membros do Ministério Público do Ceará. 

A partir de dados nacionais e estaduais, os painelistas convidados reforçaram a importância de efetivar ou ampliar ações que garantam a proteção de mulheres em situação de violência e de crianças e adolescentes em vulnerabilidade, além de efetivar a prioridade de ações na primeira infância. De acordo com palestrantes, o Ceará precisa melhorar indicadores nas três áreas. Para isso, foi defendido que o papel do MP é fundamental para cobrar ações do estado e dos municípios e para fomentar a adoção de políticas públicas que garantam direitos fundamentais e desenvolvimento social.

O evento teve como convidados os promotores de Justiça João Luiz Botega, do MP de Santa Catarina, e Cláudia Garcia, do MP do Espírito Santo. Ambos são membros auxiliares da Corregedoria Nacional do MP. Do MP do Ceará, participaram a procuradora de Justiça Elizabeth Almeida, coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Educação (Caoeduc); o promotor de Justiça Hugo Mendonça, coordenador auxiliar do Caoeduc, que falou sobre o Projeto Pequenos Passos; a integrante do Núcleo Estadual de Gênero Pró-Mulher (Nuprom), promotora de Justiça Valeska Bastos, que apresentou os eixos de atuação do núcleo junto a empresas, a instituições de ensino, à rede de atendimento e a estabelecimentos comerciais que aderem à campanha “Eu Respeito o Não”, de combate à importunação sexual em bares e restaurantes.

Acesse aqui a galeria de fotos.

Emerson Rodrigues

Secretaria de Comunicação | Ministério Público do Estado do Ceará

O Ministério Público do Estado do Ceará atua na defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis.

imprensa@mpce.mp.br