O Ministério Público do Ceará atuou no mês de fevereiro em 47 julgamentos do Tribunal do Júri, na capital. As sessões resultaram na condenação de 29 réus, com penas que somam 795 anos de prisão. O balanço é da Secretaria Executiva das Promotorias de Justiça do Júri da capital e os casos foram julgados após denúncias oferecidas pelo MP do Ceará por crimes dolosos contra a vida, como homicídio e feminicídio.
Em um dos julgamentos, ocorrido no dia 04 de fevereiro, Raylan da Costa Sousa foi sentenciado a 12 anos de prisão pelo homicídio de D.S.R., com a qualificadora de meio cruel. No dia 11 de fevereiro de 2025, o réu, na companhia de outros dois comparsas, linchou um homem em situação de rua. Na ocasião, além de socos e chutes, Rylan chegou a utilizar um pedaço de madeira para agredir a vítima, que morreu no local. O crime teria sido motivado pela suspeita de que a vítima teria roubado a bolsa de um “flanelinha” no Centro da cidade.
Em outro júri, foram setenciados Fernando Kennedy de Oliveira Silva e Claudineia de Menezes Oliveira pela morte de L.S.S. e pela tentativa de assassinato de E.C.S.M. Os crimes ocorreram na noite do dia 12 de fevereiro de 2025, em uma casa de massagem erótica, localizada no Bairro de Fátima. Fernando, a mando de Claudineia, entrou na casa simulando ser um cliente com o intuito de assassinar E.C.S.M., mas como ela conseguiu fugir, ele assassinou a mãe dela, L.S.S., com disparos de arma de fogo. A motivação do crime teria sido vingança. Fernando foi sentenciado a 24 anos e quatro meses de reclusão. Já Claudineia foi sentenciada a 36 anos e quatro meses de prisão, tendo sido condenada também pelo crime de uso de documento falso. A sessão do júri foi realizada em 19 de fevereiro deste ano.
Outro caso, ocorrido em 28 de abril de 2025, no bairro Parquelândia, resultou na sentença de Valdimiro Silva Segundo à pena de 11 anos e um mês de prisão por integrar organização criminosa e por tentativa de homicídio de P.S.P, com a qualificadora de motivo torpe. Conforme a denúncia, Valdimiro, acompanhado de um comparsa, amarrou a vítima na Praça da Igreja Redonda, em plena luz do dia, e na presença de outras pessoas, e a agrediu com socos e pontapés, a mando de uma facção criminosa. A ação foi interrompida pela chegada de guardas municipais.
Por fim, em sessão do júri no dia 12 de fevereiro de 2026, foram sentenciados Johnatan Alves Vieira a 97 anos e nove meses de prisão; Jairo Lima Rodrigues a 94 anos e seis meses de reclusão; e Francisco Alef Ferreira da Silva a 92 anos e três meses de prisão por cometerem três homicídios e uma tentativa de homicídio. Os crimes ocorreram durante tiroteio, no dia 18 de maio de 2022, no posto de saúde Edmar Fujita, localizado no Bairro Dias Macedo. O Conselho de Sentença também condenou os três por associação criminosa, e Johnatan Alves por tráfico de drogas. De acordo com as investigações, os alvos dos criminosos seriam dois homens que estavam no posto de saúde e foram executados na ação. O ataque vitimou também um mestre de obras, de 58 anos, e uma idosa, de 64 anos, que ficou ferida.
Tempo de Justiça
O programa Tempo de Justiça é uma parceria entre o MP do Ceará, o Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, a Defensoria Pública do Estado do Ceará e a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Estado (SSPDS), com apoio técnico da Vice-governadoria do Estado.