O Ministério Público do Ceará, por meio da 183ª Promotoria de Justiça de Fortaleza, denunciou, nesta terça-feira (24/03), mais 138 integrantes de torcidas organizadas pelos crimes de tumulto, associação criminosa, corrupção de menores, lesão corporal, resistência à prisão, desobediência e pelo manuseio e uso de artefatos explosivos. Conforme a denúncia do MP, as ações criminosas ocorreram antes do primeiro clássico entre Ceará e Fortaleza, em 8 de fevereiro deste ano. Outras 109 pessoas já haviam sido denunciadas pelo Ministério Público em 26 de fevereiro a crimes previstos no Código Penal, no Estatuto da Criança e do Adolescente e na Lei Geral do Esporte.
De acordo com a Promotoria, por volta das 15h20 do dia 8 de fevereiro, dois grupos de torcidas organizadas iniciaram uma confusão generalizada no bairro Jardim Guanabara, em Fortaleza. O tumulto precisou ser contido pela Polícia Militar e resultou em agressões físicas e depredação, colocando em risco a vida tanto dos envolvidos no confronto quanto de pessoas que transitavam pelo local.
Ainda segundo o MP do Ceará, os 138 denunciados se estruturam como associação criminosa para promover os tumultos, tendo, ainda, cooptado adolescentes para que participassem da ação. Eles, ainda, teriam desobedecido à ordem da Polícia Militar para se entregar e utilizado artefatos explosivos durante o ocorrido.
Força-tarefa
A atuação do Ministério Público imediatamente após os fatos garantiu a manutenção da prisão, à época, de 236 pessoas envolvidas, graças ao reforço da equipe de promotores de Justiça nas audiências de custódia realizadas nos dias 9 e 10 de fevereiro. A ampliação de quatro para 11 membros nas audiências de custódia foi determinada pelo procurador-geral de Justiça, Herbet Santos, que acompanhou pessoalmente os trabalhos na Delegacia de Capturas (Decap) e no Fórum Clóvis Beviláqua. No total, foram registradas 236 prisões e 15 medidas cautelares.
Além disso, antes do jogo, o Núcleo do Desporto e Defesa do Torcedor (Nudetor) e o Grupo de Atuação Especial em Segurança Pública (Gaesp) já vinham atuando em parceria com as Polícias Civil e Militar com foco na proteção da população e dos torcedores durante o primeiro Clássico-Rei do ano.