Entre os dias 2 e 6 de fevereiro, a atuação do Ministério Público do Ceará, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Quixadá, junto ao Tribunal do Júri da comarca resultou em sete condenações que somaram 205 anos de prisão. Dos cinco julgamentos, quatro tiveram decisões que acompanharam integralmente as teses apresentadas pelo MP, representado pelo promotor de Justiça Bruno Barreto, reforçando o combate à criminalidade na região. Todos os réus permaneceram presos, sem direito de recorrer em liberdade. As sessões foram presididas pelo titular da 1ª Vara Criminal de Quixadá, juiz Welithon Mesquita.
Entre os casos julgados, estão:
2 de fevereiro – Francisco Edeilson Pereira Nobre, Ravier Augusto da Silva Alves e Antônio Jardel Rodrigues da Silva, integrantes de facção criminosa, foram condenados a 98 anos de prisão pelo homicídio de uma mulher grávida, em Banabuiú, motivado por disputa entre organizações criminosas.
3 de fevereiro – Francisco Elenilson Lopes de Lima foi condenado a 29 anos de prisão por homicídio duplamente qualificado (por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima) praticado durante uma seresta no Polo de Lazer de Quixadá, em junho de 2022. O crime aconteceu após a vítima negar ao acusado uma dose de bebida alcoólica, sendo atingida por uma facada.
4 de fevereiro – Roniele do Nascimento França foi condenado a 32 anos por tentativa de homicídio duplamente qualificado (por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima) e roubo armado. O crime ocorreu em outubro de 2021, quando, motivado por ciúmes da ex-namorada, o acusado efetuou disparos contra o novo companheiro dela. Durante a fuga, o réu ainda roubou uma motocicleta, ameaçando um terceiro com arma de fogo.
5 de fevereiro – Edgar Alves da Silva foi sentenciado a 20 anos de prisão pelo homicídio de um homem em situação de rua a facadas e pauladas, devido a desavenças relacionadas a drogas. O crime causou forte comoção social na cidade.
6 de fevereiro – Sávio de Oliveira Inácio foi condenado a 26 anos por atuar como “olheiro” em homicídio ocorrido em 2019, em Quixadá. Conforme as investigações, o acusado monitorou os deslocamentos da vítima e repassou informações aos executores, chegando a realizar dezenas de ligações telefônicas no dia do crime.