Após ação do MP, Justiça proíbe Autarquia de Meio Ambiente de Trairi de emitir novos licenciamentos por irregularidades na estrutura do órgão

Após ação do MP, Justiça proíbe Autarquia de Meio Ambiente de Trairi de emitir novos licenciamentos por irregularidades na estrutura do órgão

O Poder Judiciário acatou Ação Civil Pública (ACP) do Ministério Público do Ceará e proibiu a Autarquia Municipal de Meio Ambiente de Trairi de emitir novos licenciamentos sob pena de multa de R$ 50 mil por procedimento instaurado após a decisão, de 10 de outubro deste ano. A Justiça julgou procedente o pedido da 1ª Promotoria de Justiça de Trairi após ter sido constatado que o órgão ambiental apresentava irregularidades na estrutura administrativa, como a ausência de servidores concursados e de equipes de fiscais ambientais, conforme determina a Lei Complementar nº 140/2011 e a Resolução nº 07/2019 do Conselho Estadual do Meio Ambiente.

Na decisão, ainda foi determinado que a Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) passará a analisar os pedidos de licenciamento até que o município comprove que o órgão ambiental se adequou à legislação. A pedido do Ministério Público, também devem ser adotadas providências para reativar e regulamentar o funcionamento do Conselho Municipal do Meio Ambiente, sem atividades desde 2019. O órgão colegiado é um dos responsáveis pela fiscalização da Autarquia.

A decisão favorável é a primeira que ocorre após articulação do Projeto Litoral Vivo. A iniciativa do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente (Caomace) e do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente (Gaema) busca adequar órgãos e sistemas de gestão ambiental dos municípios do litoral cearense quanto à capacidade de exercer as atribuições de fiscalização e de licenciamento dos recursos naturais e paisagísticos da zona costeira do Estado, além de promover o desenvolvimento sustentável.

Marta Bruno

Secretaria de Comunicação | Ministério Público do Estado do Ceará

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